Aluno: Agente no Processo de Aprendizagem
Durante meu estágio com alunos de 3º ano do ensino fundamental, tenho refletido acerca de como se processa a aprendizagem. Vejo por algumas experiências docentes que nem sempre quando o professor ensina ocorre à aprendizagem, pois a consolidação da aprendizagem independente do conteúdo a ser trabalhado se dá mediante a construção de um relacionamento vincular, a validação das funções docente e discente (diferenças e semelhanças) e o equilíbrio entre as frustrações e conquistas, e na forma como despertamos e instigamos o aluno a investigar, a ter interesse. A aprendizagem é um processo que pressupõe colaboração, aprende-se com o outro, com aquele que tem informações diferentes sobre o objeto de conhecimento, na relação com o meio.
A criança antes vista como sujeito passivo perante estratégias e técnicas de ensino passa a ser considerada como um sujeito que pensa, interpreta e age, elaborando e aprimorando esquemas cognitivos para compreender ativamente o mundo que a cerca. Dessa forma, as situações em que a criança interage com a língua escrita anterior e externamente à escola, e todas as suas tentativas de ler e escrever passam a ser valorizadas e contextualizadas como parte do processo de alfabetização. Colocar o objeto de estudo dentro de um universo que faça sentido para o aluno favorece a construção do conhecimento e facilita a aquisição da aprendizagem pela criança. Nesse contexto tenho percebido que envolver o aluno como agente ativo do processo de aprendizagem permitindo o mesmo crescer com autonomia e criatividade faz a diferença no ambiente educacional.
1 comentários:
Mônica!!
Como disseste, ensinar não é sinônimo de aprender. E isso não quer dizer uma via de mão dupla. Com a autonomia de nossos alunos podemos promover outros tipos de aprendizagem, mostrando que nossos alunos podem ser ativos na busca do seu próprio conhecimento.
Abraços
Roberta
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