Durante o estágio quando analisamos a nossa prática pedagógica, vemos que por trás de nossas ações há sempre um conjunto de idéias que nos orientam. Refletindo sobre essas idéias descobrimos a concepção que temos expressado em nossos atos do que se espera que aluno aprenda, os caminhos pelos quais a aprendizagem acontece e de como deve ser o ensino.
Quando se tenta sair de um modelo empirista para um modelo construtivista, sentimos certas dificuldades. Numa perspectiva construtivista o conhecimento não é concebido como uma cópia do real, incorporado diretamente pelo sujeito, pressupõe uma atividade por parte de quem aprende que organiza e integra os novos conhecimentos aos já existentes, isso vale tanto para o aluno quanto para o professor em processo de transformação. No entanto, percebo que nesse processo, mediante os esforço de alguns professores de adotar as práticas construtivistas há um entendimento distorcido, muitos professores acham que como diante da informação quem constrói o conhecimento é o sujeito, pensam que a intervenção pedagógica seria desnecessária. Às vezes os alunos são abandonados a sua própria sorte, e chegam a séries finais com sérios problemas de alfabetização, se apropriam do código lingüístico sem vivenciar os usos sociais que se faz da escrita, aprendem a escrever e ler com dificuldade, não conseguindo compreender os aspectos formais da escrita.
O conhecimento não é gerado do nada, é uma permanente transformação a partir do conhecimento que já existe. Não mediar, não intervir, deixar a criança fazer do “seu jeito” implica o abandono a educação. Devemos utilizar os conhecimentos prévios que as crianças trazem consigo para planejar dentro do seu contexto, mas no sentido de ajudá-las a construir o conhecimento, a elaborar e reelaborar hipóteses, o professor deve usar tudo o que ele sabe sobre as hipóteses de seus alunos para organizar situações de aprendizagem de forma a oferecer a informação adequada, sua função é observar as crianças, acolher e problematizar suas produções intervindo sempre que achar que o conhecimento do aluno poderá avançar. Sacudir os ombros e dizer que aluno pode fazer do seu jeito sempre, é abandoná-los e não torná-los autônomos e críticos.

1 comentários:
Mônica!!
Vejo que as reflexões se fizeram presente em todos os momentos do teu estágio. Isso mostra que conseguiste aliar a teoria do curso com a tua prática.
Abraços
Roberta
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