O que realmente aprendemos, nunca esquecemos!
A trajetória de revisitação das Interdisciplinas do curso de Pedagogia da UFRGS, as postagens reflexivas realizadas no Blogportfolio, os conceitos estudados e as relações destes conceitos com meu TCC foi de grande importância para meu aprendizado.
Quando busquei as relações dos conceitos de alfabetização, letramento, conhecimentos prévios, estádios cognitivos, trabalho por projetos, enfim, conceitos que estão presentes em meu Trabalho de Conclusão de Curso, ficou claro como surgiu o interesse pelo tema do trabalho, foi como fazer uma retrospectiva de todo esse conhecimento que foi internalizado por mim enquanto aluna do curso, e de como ele se desenvolveu em meu processo de aprendizagem.
Os conhecimentos obtidos somados as experiências do estágio e as teorias estudadas nos diversos Eixos do Curso de Pedagogia tiveram grande influência sobre minha prática pedagógica referente ao processo de aprendizagem do aluno. As relações professor x aluno, a metodologia de ensino, os níveis de desenvolvimento da criança foram temas que envolveram bastante reflexão, e nas atividades práticas pude observar aspectos positivos ao aplicar o que aprendi durante as aulas do meu curso de pedagogia. Todas as reflexões realizadas, a trajetória do conhecimento percorrida por mim em todos os semestres em meu Blogportfolio evidencia o meu crescimento enquanto aluna, professora e ser humano.
A realização e conclusão deste trabalho contemplam os esforços empreendidos por mim enquanto aluna, o meu comprometimento e as minhas aprendizagens mais intensas, os esforços de todos os professores e tutores do Curso de Pedagogia da UFRGS para que pudéssemos compreender os propósitos teóricos práticos do curso e alcançar o conhecimento necessário para se adequar a uma nova realidade que a educação brasileira nos vem apresentando, como a importância do aprender a aprender.
Portfólio de Aprendizagens
Bem aventurados os limpos de coração porque verão o Filho de Deus!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Trabalho com Projetos de Aprendizagens
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação trouxe aspectos positivos e desafiadores do trabalho por projetos que teve influência na elaboração do PA com os alunos de 3° ano onde cumpri meu estágio curricular e, consequentemente como uma das práticas positivas no processo de aprendizagem dos alunos que apresentei em meu TCC.
O trabalho com projetos de aprendizagem ajuda a superar a fragmentação do ensino e promove uma prática pedagógica centrada na formação global do aluno a partir da pluralidade e diversidade de ações e contextos que se apresentam durante o processo de aprendizagem. Foram os estudos e ensinamentos ao longo do curso de pedagogia que me propiciaram esse olhar diferenciado acerca de como o aluno aprende, da importância da didática do professor e do planejamento que busque e contemple ações que auxiliem o aluno em seu crescimento cognitivo e intelectual.
No Eixo VII se reforça essa ideia, se acredita que um bom caminho para ensinar é mediante a pesquisa, parte do princípio que todo conhecimento é construído em estreita relação com os contextos em que são utilizados, se valoriza os conhecimentos prévios dos alunos, a autonomia, as atitudes colaborativas entre todos os envolvidos, enfim, defende uma pedagogia aberta, onde professor e aluno atuam em regime de colaboração, cooperação e interação.
Durante a elaboração de meu TCC, aos poucos fui observando o processo que os alunos percorreram para alcançar o conhecimento, os momentos em que travaram, outros onde tiveram maior desenvolvimento e cheguei à conclusão que trabalhar com Projetos de Aprendizagem é dar voz ao aluno, elevá-lo a condição de agente de seu próprio conhecimento, partir do que a criança dispõe para agir sobre o objeto do conhecimento para assim a aprendizagem seja internalizada e tenha sentido para o sujeito.
A Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação trouxe aspectos positivos e desafiadores do trabalho por projetos que teve influência na elaboração do PA com os alunos de 3° ano onde cumpri meu estágio curricular e, consequentemente como uma das práticas positivas no processo de aprendizagem dos alunos que apresentei em meu TCC.
O trabalho com projetos de aprendizagem ajuda a superar a fragmentação do ensino e promove uma prática pedagógica centrada na formação global do aluno a partir da pluralidade e diversidade de ações e contextos que se apresentam durante o processo de aprendizagem. Foram os estudos e ensinamentos ao longo do curso de pedagogia que me propiciaram esse olhar diferenciado acerca de como o aluno aprende, da importância da didática do professor e do planejamento que busque e contemple ações que auxiliem o aluno em seu crescimento cognitivo e intelectual.
No Eixo VII se reforça essa ideia, se acredita que um bom caminho para ensinar é mediante a pesquisa, parte do princípio que todo conhecimento é construído em estreita relação com os contextos em que são utilizados, se valoriza os conhecimentos prévios dos alunos, a autonomia, as atitudes colaborativas entre todos os envolvidos, enfim, defende uma pedagogia aberta, onde professor e aluno atuam em regime de colaboração, cooperação e interação.
Durante a elaboração de meu TCC, aos poucos fui observando o processo que os alunos percorreram para alcançar o conhecimento, os momentos em que travaram, outros onde tiveram maior desenvolvimento e cheguei à conclusão que trabalhar com Projetos de Aprendizagem é dar voz ao aluno, elevá-lo a condição de agente de seu próprio conhecimento, partir do que a criança dispõe para agir sobre o objeto do conhecimento para assim a aprendizagem seja internalizada e tenha sentido para o sujeito.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Prática Pedagógica Contextualizada
Na continuidade das postagens que trouxeram contribuições para a realização do meu Trabalho de Conclusão de Curso, quero ainda destacar a Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação do Eixo VII como rica em estudos acerca das relações de ensino aprendizagem no contexto escolar e de teorias pedagógicas que propiciaram para mim enquanto aluna refletir acerca das marcas que as práticas pedagógicas deixam em nossas vidas. Nesse enfoque temático foi estudado acerca da fragmentação do conhecimento disciplinar, sobre a importância da ação dialógica e da contextualização do processo educativo na realidade do educando o que me preparou para entender as dificuldades de aprendizagens dos alunos. Um dos teóricos que foi citado como referência na Interdisciplina foi Paulo Freire, que critica o processo de alfabetização desvinculado da realidade dos alunos, e me fez refletir bastante acerca das práticas contextualizadas, já que meu TCC estava pautado nos conceitos de alfabetização e letramento.
Para Freire (1987) o aluno alfabetizado ou não, chega à escola com uma cultura nem melhor e nem inferior a do professor e de seus pares. Acredita que ninguém ensina nada a ninguém, mas também não aprendem sozinhas, acredita que os homens “se educam entre si”, que o sujeito é coletivo, e deve estabelecer relações democráticas e afetivas, garantindo a todos o direito de se expressar.
O teórico defende que se deve valorizar no processo educativo a cultura do aluno, o conhecimento prévio e de mundo que este possui, considerar sua realidade, o contexto em que vive para abrir caminho para uma aprendizagem que tenha sentido e significação para o aprendiz. Não citei Paulo Freire em meu TCC, mas confio e tenho profundo respeito por seu trabalho e a linha teórica que meu TCC segue apresenta aspectos que se identificam com as teorias do estudioso.
Na continuidade das postagens que trouxeram contribuições para a realização do meu Trabalho de Conclusão de Curso, quero ainda destacar a Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação do Eixo VII como rica em estudos acerca das relações de ensino aprendizagem no contexto escolar e de teorias pedagógicas que propiciaram para mim enquanto aluna refletir acerca das marcas que as práticas pedagógicas deixam em nossas vidas. Nesse enfoque temático foi estudado acerca da fragmentação do conhecimento disciplinar, sobre a importância da ação dialógica e da contextualização do processo educativo na realidade do educando o que me preparou para entender as dificuldades de aprendizagens dos alunos. Um dos teóricos que foi citado como referência na Interdisciplina foi Paulo Freire, que critica o processo de alfabetização desvinculado da realidade dos alunos, e me fez refletir bastante acerca das práticas contextualizadas, já que meu TCC estava pautado nos conceitos de alfabetização e letramento.
Para Freire (1987) o aluno alfabetizado ou não, chega à escola com uma cultura nem melhor e nem inferior a do professor e de seus pares. Acredita que ninguém ensina nada a ninguém, mas também não aprendem sozinhas, acredita que os homens “se educam entre si”, que o sujeito é coletivo, e deve estabelecer relações democráticas e afetivas, garantindo a todos o direito de se expressar.
O teórico defende que se deve valorizar no processo educativo a cultura do aluno, o conhecimento prévio e de mundo que este possui, considerar sua realidade, o contexto em que vive para abrir caminho para uma aprendizagem que tenha sentido e significação para o aprendiz. Não citei Paulo Freire em meu TCC, mas confio e tenho profundo respeito por seu trabalho e a linha teórica que meu TCC segue apresenta aspectos que se identificam com as teorias do estudioso.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
As Práticas Sociais da Leitura e da Escrita
Revisitando as Interdisciplina do Eixo VII, encontrei na Interdisciplina de Linguagem e Educação uma especial relação com aspectos importantes de meu Trabalho de Conclusão de Curso. O conceito de letramento foi bastante discutido através de leituras, debates em fóruns, atividades individuais na Interdisciplina e, este conceito está amplamente presente em meu TCC, inclusive me ajudou a entender muitas das dificuldades de aprendizagens dos alunos em processo de alfabetização que acompanhei durante meu estágio curricular.
Diante dos estudos vimos que o conceito de letramento compreende a comportamentos e práticas sociais na área da leitura e da escrita que ultrapassam o domínio do sistema alfabético e ortográfico. Essas práticas adentraram a escola para garantir aos alunos o desenvolvimento de habilidades de uso competente da leitura e da escrita. A escola, portanto, deve estar preparada e nós educadores também para dar continuidade às concepções que a criança traz consigo acerca do que é e para que serve a escrita. Muitas chegam à escola com vasta participação em eventos de letramentos, mesmo sem o domínio do código alfabético apresentam compreensão de certos portadores de texto e seus usos, o que favorece a aprendizagem em seu processo de alfabetização.
Em uma das leituras solicitadas para realização de algumas atividades na Interdisciplina, por título “Um olhar dos Estudos Culturais sobre os artefatos e práticas sociais e escolares de alfabetização e alfabetismos” de Iole Maria Faviero Trindade, vimos que há muitos discursos que disciplinam a infância e que influenciam o processo de alfabetização, segundo a autora todos nós “somos ou mais ou menos alfabetizados, ou mais ou menos letrados, dependendo do domínio que temos e dos usos que fazemos das tecnologias de que dispomos, das práticas culturais que compõem o nosso mundo letrado, os diversos discursos que o constituem, os efeitos desses discursos e suas representações (TRINDADE,2005).
Revisitando as Interdisciplina do Eixo VII, encontrei na Interdisciplina de Linguagem e Educação uma especial relação com aspectos importantes de meu Trabalho de Conclusão de Curso. O conceito de letramento foi bastante discutido através de leituras, debates em fóruns, atividades individuais na Interdisciplina e, este conceito está amplamente presente em meu TCC, inclusive me ajudou a entender muitas das dificuldades de aprendizagens dos alunos em processo de alfabetização que acompanhei durante meu estágio curricular.
Diante dos estudos vimos que o conceito de letramento compreende a comportamentos e práticas sociais na área da leitura e da escrita que ultrapassam o domínio do sistema alfabético e ortográfico. Essas práticas adentraram a escola para garantir aos alunos o desenvolvimento de habilidades de uso competente da leitura e da escrita. A escola, portanto, deve estar preparada e nós educadores também para dar continuidade às concepções que a criança traz consigo acerca do que é e para que serve a escrita. Muitas chegam à escola com vasta participação em eventos de letramentos, mesmo sem o domínio do código alfabético apresentam compreensão de certos portadores de texto e seus usos, o que favorece a aprendizagem em seu processo de alfabetização.
Em uma das leituras solicitadas para realização de algumas atividades na Interdisciplina, por título “Um olhar dos Estudos Culturais sobre os artefatos e práticas sociais e escolares de alfabetização e alfabetismos” de Iole Maria Faviero Trindade, vimos que há muitos discursos que disciplinam a infância e que influenciam o processo de alfabetização, segundo a autora todos nós “somos ou mais ou menos alfabetizados, ou mais ou menos letrados, dependendo do domínio que temos e dos usos que fazemos das tecnologias de que dispomos, das práticas culturais que compõem o nosso mundo letrado, os diversos discursos que o constituem, os efeitos desses discursos e suas representações (TRINDADE,2005).
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Letramento
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A Aprendizagem sob uma Perspectiva Construtivista
Ao revisar as Interdisciplinas do Eixo VI do curso de Pedagogia da UFRGS encontrei na Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II materiais valiosos, atividades e textos que explicam acerca das etapas de desenvolvimento cognitivo do aluno sob uma perspectiva construtivista.
Esta Interdisciplina tem profunda relação com o desenvolvimento de meu TCC, pois apresenta as teorias e estudos de Piaget como base para o trabalho pedagógico e uma visão mais ampla de como a criança atua em seu processo de aprendizagem.
Os estudos realizados durante esse período ensinou-me a compreender as etapas de desenvolvimento da criança, “os estádios de desenvolvimento” como são citados na Interdisciplina. Em minha concepção é fundamental se ter esse entendimento, de como a criança se desenvolve cognitivamente para poder ter uma prática pedagógica segura. Nesse sentido a avaliação do aluno acerca da aprendizagem ocorre de maneira natural e também é possível fazer diagnósticos mais precisos de como este ou aquele aluno aprende, de como atua sob o objeto do conhecimento e quais dificuldades apresenta.
No texto “Modelos Pedagógicos e Epistemológicos” de Fernando Becker vimos que o empirismo se expressa em um modelo de aprendizagem “estímulo-resposta”, onde o aluno precisa fixar e memorizar informações que devem ir acumulando com o tempo. Podemos dizer que na concepção empirista o conhecimento esta fora do sujeito e é interiorizado por experiências que tem com o mundo, mas hoje sabemos que muitos criticam essa concepção de ensino, Paulo Freire (1996) compara como “educação bancária”, ficamos depositando conhecimento na cabeça do educando.
Em meu TCC apresento o Construtivismo como parte importante para compreensão da evolução do aluno na aquisição do conhecimento, com base nas Interdisciplinas do Curso de Pedagogia em especial esta que aqui destaco sabe-se que o Construtivismo parte do pressuposto epistemológico de que o pensamento não tem fronteiras, que ele se constrói, desconstrói e se reconstrói. Considerando a concepção defendida por Piaget (1974) de que as estruturas do pensamento, do julgamento e da argumentação são resultado de uma construção realizada por parte da criança em longas etapas de reflexão o que difere das demais concepções de ensino que circulam no meio educacional.
Ao revisar as Interdisciplinas do Eixo VI do curso de Pedagogia da UFRGS encontrei na Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II materiais valiosos, atividades e textos que explicam acerca das etapas de desenvolvimento cognitivo do aluno sob uma perspectiva construtivista.
Esta Interdisciplina tem profunda relação com o desenvolvimento de meu TCC, pois apresenta as teorias e estudos de Piaget como base para o trabalho pedagógico e uma visão mais ampla de como a criança atua em seu processo de aprendizagem.
Os estudos realizados durante esse período ensinou-me a compreender as etapas de desenvolvimento da criança, “os estádios de desenvolvimento” como são citados na Interdisciplina. Em minha concepção é fundamental se ter esse entendimento, de como a criança se desenvolve cognitivamente para poder ter uma prática pedagógica segura. Nesse sentido a avaliação do aluno acerca da aprendizagem ocorre de maneira natural e também é possível fazer diagnósticos mais precisos de como este ou aquele aluno aprende, de como atua sob o objeto do conhecimento e quais dificuldades apresenta.
No texto “Modelos Pedagógicos e Epistemológicos” de Fernando Becker vimos que o empirismo se expressa em um modelo de aprendizagem “estímulo-resposta”, onde o aluno precisa fixar e memorizar informações que devem ir acumulando com o tempo. Podemos dizer que na concepção empirista o conhecimento esta fora do sujeito e é interiorizado por experiências que tem com o mundo, mas hoje sabemos que muitos criticam essa concepção de ensino, Paulo Freire (1996) compara como “educação bancária”, ficamos depositando conhecimento na cabeça do educando.
Em meu TCC apresento o Construtivismo como parte importante para compreensão da evolução do aluno na aquisição do conhecimento, com base nas Interdisciplinas do Curso de Pedagogia em especial esta que aqui destaco sabe-se que o Construtivismo parte do pressuposto epistemológico de que o pensamento não tem fronteiras, que ele se constrói, desconstrói e se reconstrói. Considerando a concepção defendida por Piaget (1974) de que as estruturas do pensamento, do julgamento e da argumentação são resultado de uma construção realizada por parte da criança em longas etapas de reflexão o que difere das demais concepções de ensino que circulam no meio educacional.
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domingo, 10 de outubro de 2010
Uma Nova Maneira de Conceber a Aprendizagem
Analisando o Eixo V do Curso de Pedagogia da UFRGS, gostaria de destacar aqui nessa reflexão a Interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação, que trouxe inúmeras contribuições para meu conhecimento como educadora acerca do processo de aprendizagem do aluno e de como sistematizar ações que contribuam no crescimento intelectual e cognitivo do mesmo.
Os estudos realizados me conduziram a um novo olhar acerca dos trabalhos de pesquisa. Nesse Interdisciplina nós mesmas enquanto alunas sentimos na pele o que é agir sobre o objeto do conhecimento quando elaboramos o Projeto de Aprendizagem chamado “Ciclone”, o quanto o conhecimento torna-se significativo quando é construído na ação participativa e não apenas recebido de forma passiva. Trabalhar com uma nova metodologia de ensino que envolve Projetos de Aprendizagem é dar oportunidade ao educando de ter participação ativa no seu processo de aprendizagem, é conduzir o aluno a autonomia, é trabalhar sob princípio de liberdade.
Com essa nova ótica realizei meu estágio, e a relação que tem com meu TCC é que através da experiência da metodologia de projetos que realizei com a turma de 3º ano do Ensino Fundamental pude constatar a evolução dos alunos em termos de aprendizagem, autonomia, participação, cooperação, integração e auto-estima, o que farei menção em meu Trabalho de Conclusão de Curso. São fatos e experiências positivas acerca do ensino por projetos que apresentarei, pois contribuíram para evolução dos alunos durante o período de estágio no processo de alfabetização e letramento.
Pude constatar por meio da prática que trabalhar com metodologia de projetos de aprendizagem se faz possível compreender o caminho de aprendizagem que o aluno está percorrendo, bem como conduzir atividades e informações que permitam aos alunos avançar do patamar de conhecimento que já conquistou a outro mais evoluído. Outra questão interessante é que nossas salas de aula comportam alunos em estágios cognitivos e de desenvolvimento diversos, temos turmas heterogêneas e o trabalho com Projetos de Aprendizagem nos permite abraçar essa diversidade, a pluralidade de pensamentos e concepções acerca de mundo dos nossos alunos, além de valorizar mais o processo de aquisição do saber do que o saber propriamente dito.
Vale lembrar que Luciane Corte Real, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela UFRGS, trouxe considerações importantes acerca do trabalho por projetos de aprendizagens, em seu texto “Aprender com os outros interagindo nos Projetos de Aprendizagem. PEAD/FACED/UFRGS”, a estudiosa declara que nos Projetos de Aprendizagens a metodologia está pautada na aprendizagem e não no ensino, o que requer a ação do sujeito sobre o objeto do conhecimento e no ensino as decisões partem do professor, ao aluno é oportunizado pouca interatividade, o professor é o agente do processo e o modelo pedagógico presente é o da transmissão de conhecimento.
Nos PAs o processo é diferente, o tema a ser estudado é levantado pelo aluno, à concepção presente de aprendizagem é a construção do conhecimento, na escolha dos assuntos prioriza-se a curiosidade e os desejos dos aprendizes, considerando sua história de vida, seus interesses, necessidades e condições pessoais, ao professor cabe problematizar, intervir de forma desafiadora para que o conflito cognitivo leve o aluno a pensar, a questionar e argumentar expressando suas dúvidas.
Para concluir, vimos que o professor deve mediar o conhecimento, sendo seu papel o de auxiliar o desenvolvimento livre e espontâneo do educando, mas não bandoná-lo a própria sorte como muitos tende a interpretar erroneamente as práticas construtivistas.
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Reflexão
domingo, 3 de outubro de 2010
Novos Saberes
Conhecimentos Prévios e os Níveis de Desenvolvimento da Criança, aspectos das Interdisciplinas do Eixo IV
Analisando as temáticas das interdisciplinas do Eixo IV do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que compreende a Representação do Mundo Pela Matemática, Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e Seminário Integrador IV procurei descobrir que aspectos produziriam articulações com meu TCC, e para minha satisfação observei que os estudos se complementam. A cada etapa desse semestre vejo que os estudos se amarram e se articulam de forma nos levar a entender o aluno como sujeito ativo do seu próprio processo de aprendizagem.
“Desde que nasce, a criança explora o espaço que a rodeia, logo passa a se movimentar nesse espaço observando, investigando, experimentando e explorando objetos do seu dia-a-dia. Quando chega à escola já possui um repertório de conhecimentos adquiridos pela própria observação, pelo raciocínio lógico ou pela explicação de adultos, como posso observar nos meus alunos.” Este é um trecho de uma de minhas atividades referente ao processo de desenvolvimento da criança, da Interdisciplina de Estudos Sociais.
Achei pertinente citar este trecho para mostrar que se buscar ler e compreender todo o contexto e o que se estudou ao longo do curso é possível compreender que a pergunta central do meu TCC percorreu um longo caminho até chegar a mim como chegou. Vê-se que ela não nasceu do nada, nem de uma curiosidade aparente, mas tem toda uma relação com as interdisciplinas e de como o conhecimento é produzido pelo aluno.
Por exemplo, em Estudos Sociais estudamos acerca da construção da noção de tempo na criança e o processo que isso implica. Esse processo compreende a três estágios, o Sensório-Motor, um tempo prático ligado às ações e experiências imediatas da criança, o Estágio Intuitivo ou Pré Operacional inicialmente ligado ao egocentrismo, progressivamente ocorre a descentração que leva ao estágio operatório e aquisição da reversibilidade. Fiz uma breve apresentação dos estágios porque encontrei referências a eles em todas as Interdisciplinas do Eixo IV e é de vital importância para meu TCC, pois os estágios de desenvolvimento da criança serão citados em boa parte de meu trabalho para compreendermos como a criança aprende.
Fica claro que sem compreendermos como a criança se desenvolve tanto física quanto cognitivamente fica difícil avaliarmos seu processo de aprendizagem, e identificar quais caminhos ela percorre para produzir o conhecimento e o que causa certas dificuldades de aprendizagem.
Na Interdisciplinas, embora cada voltada para sua área, de forma natural, mas de um modo geral estudamos a importância dos conhecimentos prévios que a criança traz consigo para a escola e que devemos sempre considerar o pensamento da criança, suas atitudes, suas ações, para partir das experiências e de seus saberes constituir outro nível de entendimento. Também encontrei nesses estudos a concepção construtivista do conhecimento, que também está bem presente no meu TCC.
A concepção construtivista da aprendizagem e do ensino parte do fato óbvio de que a escola torna acessíveis aos seus alunos aspectos da cultura que são fundamentais para o seu desenvolvimento pessoal e não só no âmbito cognitivo. A educação é o motor para o desenvolvimento da criança, e isso também supõe incluir as capacidades de equilíbrio pessoal, de inserção social e de relações interpessoais.
Tenho compreendido que é preciso considerar que um dos aspectos mais importantes nesse processo de ensino é a ampliação da capacidade dos alunos de observar, descrever, fazer perguntas e formular explicações sobre as relações entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Antes mesmo do ingresso na escola, a criança observa, pergunta e procura explicar os fenômenos sociais e naturais que observa no dia-a-dia no tempo e no espaço. Portanto, é extremamente importante que o professor respeite as especificidades do pensamento infantil, a partir da interação da teoria sócio-histórica com a psicologia do desenvolvimento, relacionando os conteúdos com aquilo que a criança já sabe. O processo de aprendizagem deve ser socializado, e deve ser visto como fruto de um trabalho coletivo no qual o aluno irá interagir com o meio, as pessoas, onde ensinar e aprender são funções tanto do aluno quanto do professor, estimulando a reflexão sobre si mesmo, em suas vivências sociais, coletivas, culturais e afetivas.
Analisando as temáticas das interdisciplinas do Eixo IV do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que compreende a Representação do Mundo Pela Matemática, Representação do Mundo pelas Ciências Naturais, Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e Seminário Integrador IV procurei descobrir que aspectos produziriam articulações com meu TCC, e para minha satisfação observei que os estudos se complementam. A cada etapa desse semestre vejo que os estudos se amarram e se articulam de forma nos levar a entender o aluno como sujeito ativo do seu próprio processo de aprendizagem.
“Desde que nasce, a criança explora o espaço que a rodeia, logo passa a se movimentar nesse espaço observando, investigando, experimentando e explorando objetos do seu dia-a-dia. Quando chega à escola já possui um repertório de conhecimentos adquiridos pela própria observação, pelo raciocínio lógico ou pela explicação de adultos, como posso observar nos meus alunos.” Este é um trecho de uma de minhas atividades referente ao processo de desenvolvimento da criança, da Interdisciplina de Estudos Sociais.
Achei pertinente citar este trecho para mostrar que se buscar ler e compreender todo o contexto e o que se estudou ao longo do curso é possível compreender que a pergunta central do meu TCC percorreu um longo caminho até chegar a mim como chegou. Vê-se que ela não nasceu do nada, nem de uma curiosidade aparente, mas tem toda uma relação com as interdisciplinas e de como o conhecimento é produzido pelo aluno.
Por exemplo, em Estudos Sociais estudamos acerca da construção da noção de tempo na criança e o processo que isso implica. Esse processo compreende a três estágios, o Sensório-Motor, um tempo prático ligado às ações e experiências imediatas da criança, o Estágio Intuitivo ou Pré Operacional inicialmente ligado ao egocentrismo, progressivamente ocorre a descentração que leva ao estágio operatório e aquisição da reversibilidade. Fiz uma breve apresentação dos estágios porque encontrei referências a eles em todas as Interdisciplinas do Eixo IV e é de vital importância para meu TCC, pois os estágios de desenvolvimento da criança serão citados em boa parte de meu trabalho para compreendermos como a criança aprende.
Fica claro que sem compreendermos como a criança se desenvolve tanto física quanto cognitivamente fica difícil avaliarmos seu processo de aprendizagem, e identificar quais caminhos ela percorre para produzir o conhecimento e o que causa certas dificuldades de aprendizagem.
Na Interdisciplinas, embora cada voltada para sua área, de forma natural, mas de um modo geral estudamos a importância dos conhecimentos prévios que a criança traz consigo para a escola e que devemos sempre considerar o pensamento da criança, suas atitudes, suas ações, para partir das experiências e de seus saberes constituir outro nível de entendimento. Também encontrei nesses estudos a concepção construtivista do conhecimento, que também está bem presente no meu TCC.
A concepção construtivista da aprendizagem e do ensino parte do fato óbvio de que a escola torna acessíveis aos seus alunos aspectos da cultura que são fundamentais para o seu desenvolvimento pessoal e não só no âmbito cognitivo. A educação é o motor para o desenvolvimento da criança, e isso também supõe incluir as capacidades de equilíbrio pessoal, de inserção social e de relações interpessoais.
Tenho compreendido que é preciso considerar que um dos aspectos mais importantes nesse processo de ensino é a ampliação da capacidade dos alunos de observar, descrever, fazer perguntas e formular explicações sobre as relações entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Antes mesmo do ingresso na escola, a criança observa, pergunta e procura explicar os fenômenos sociais e naturais que observa no dia-a-dia no tempo e no espaço. Portanto, é extremamente importante que o professor respeite as especificidades do pensamento infantil, a partir da interação da teoria sócio-histórica com a psicologia do desenvolvimento, relacionando os conteúdos com aquilo que a criança já sabe. O processo de aprendizagem deve ser socializado, e deve ser visto como fruto de um trabalho coletivo no qual o aluno irá interagir com o meio, as pessoas, onde ensinar e aprender são funções tanto do aluno quanto do professor, estimulando a reflexão sobre si mesmo, em suas vivências sociais, coletivas, culturais e afetivas.
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